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Inglaterra – Bristol & Bath Part III

Olá folks ! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Depois de uma semana atípica por aqui na capital irlandesa, voltamos a realidade nesta sexta-feira cinzenta, o que é bom visto que ainda não está chovendo e nem frio (ainda).Mas cá estou eu para terminar de contar nossa aventura pela terra da rainha. Caso você não tenha lido a parte I e II pode fazê-lo aqui e AQUI.

Bath Abbey

Nosso segundo dia de viagem teve como destino Bath. Bath( leia-se Baf em português, com o f mudo) é uma cidade que fica no sudoeste da Inglaterra, a 159 km de distância de Londres e próxima a Bristol. É muito conhecida pelos seus banhos termais que provém de três nascentes( ou captações de água ). Diz-se que a cidade foi criada devido aos romanos terem ali descoberto uma água com propriedades milagrosas(curativas). Ainda hoje esta água proveniente das seus nascentes é consideradas curativas para muitos males.Desde a época Elizabetana até a época Georgiana, foi um complexto termal para os ricos. Por esta razão a cidade possui inúmeros exemplos de arquitetura georgiana, como o expressivo Royal Crescent que vocês podem conferir na foto abaixo.A cidade tem cerca de 80 mil habitantes e é Patrimônio da Humanidade.

Royal Crescent - Bath - Inglaterra

Saindo de Bristol, da estação Temple Meads mais exatamente, compramos o ticket para Bath que nos custou 6 pounds ( eu + Ivana = ida+volta ) e a viagem leva cerca de 20 minutos. Quando chegamos lá o tempo estava chuvoso mas para nossa alegria a chuva parou e tivemos um lindo dia de sol também em Bath.Seguindo pela estação de trem logo avistamos uma igreja muito bonita.

St. John The Evangelist

St John the Evangelist

Seguindo adiante visitamos este parque que havia diversas flores arranjadas de maneiras muito bela e é claro chamou muito atenção da Ivana, sendo assim tivemos que descer para mais fotos. Há uma pequena tava de 1 pound por pessoa para vistação usado na manutenção do mesmo.

Homenagem ao princípe William e a princesa Kate

Após algumas fotos no parque, fomos em direção a Bath Abbey ou Abbey Church of Saint Peter and Saint Paul. É uma igreja paroquial anglicana e já foi um monastério beneditino. Foi fundada no século 7 d.C., rearranjada no século 10 e reconstruída nos séculos 12 e 16. A maior restauração deu-se em 1860, é um dos maiores exemplos arquitetura perpendicular gótica no oeste do país.

Bath Abbey

Bath Abbey

Thermae Spa Bath

Caminhando um pouco mais pela Bath Abbey fomos em direção as termas romanas de Bath que são de interesse histórico e uma das mais importantes a nível turístico na Inglaterra.As águas termais propriamente ditas estão abaixo do nível da rua e os edifícios construídos na origem de seu descobrimento dividem-se em quatro grupos. “Manancial Sagrado” , “Templo Romano”, as próprias termas romanas e a “Casa Museu”. O local chega a receber 1 milhão de visitantes por ano.

Um pouco de História:

Maquete do local

O primeiro santuário de águas termais erguido neste lugar foi construído pelos celtas, que o dedicaram à deusa Sulis, cuja equivalente romana seria Minerva. Entretanto, o nome de Sulis continuou sendo usado após a conquista romana da Britânia, informação provada devido ao nome do povoado de Aquae Sulis (literalmente, “as águas de Sulis”). O templo romano foi construído entre os 60 e 70 d.C. e o complexo termal durante os seguintes 300 anos. Durante a ocupação romana da ilha, sob o reinado do imperador Cláudio, este ordenou a seus engenheiros que trouxessem montes de carvalho, para proporcionar ao complexo uma base sólida e que durante a primavera rodeassem o edifício com pedras forradas de chumbo. Durante esta época, o complexo foi dividido em três edifícios independentes o caldarium (banho quente), o tepidarium (banho morno), e o frigidarium (banho frio). Após a saída dos romanos de Britânia, durante o século V, o edifício caiu em desuso e finalmente ficou enterrado sob um constante processo desedimentação.

Local conhecido como "caldarium"

Local conhecido como "frigidarium"

Museu

O museu que abriga o complexo termal exibe artefatos da época romana, entre os quais estão que foram atirados ao manancial sagrado, seguramente como oferendas à deusa Sulis. Entre os distintos descobrimentos realizados na zona, foram encontradas aproximadamente 12.000 moedas romanas. Também se pode ver no museu uma cabeça de bronze dourado da Deusa Sulis Minerva, encontrada em 1727.

E por fim as termas

Depois dessa aula de história continuamos nosso passeio pela bela cidade de Bath e nos dirigimos ao local chamado Royal Crescent. Projetada pelo arquiteto John Wood the Younger e construída entre 1767 e 1774 está entre um dos maiores exemplos de arquitetura georgiana a ser encontrado na Inglaterra.

Royal Crescent - Bath

Royal Crescent - Bath

Outro grande exemplo desse estilo de arquitetura é o local chamado The Circus, projetado por John Wood the Elder que era o pai de John Wood the Younger, este teve início em 1754 e foi finalizado em 1768. O nome vem do latim ‘circus’ que significa anel, oval ou circulo. Quando visto de cima juntamente com a Queen Street o local tem o formato de uma chave, o que representa um símbolo maçonico similar aquele que enfeita muitas portas de madeira.

The Circus - Bath

The Circus - Bath

The Circus - Bath

Após mais esse dia de caminhada já era hora de voltarmos para nossa querida Dublin e então nos dirigimos para a estação de trem para retornar a bristol e posteriormente para o aeroporto. Com certeza um final de semana de muitas descobertas e muitas imagens que vão ficar em nossas memórias. Espero que tenham gostado das fotos, um abraços a todos e até o próximo post. Fiquem com mais fotos.

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Inglaterra – Bristol & Bath – Part I

Olá pessoas ! Venho por intermédio deste atualiza-los sobre a nossa jornada no velho continente. Este final de semana que se passou estivemos na Inglaterra, mais precisamente Bristol e na sequência Bath. Espero que meus queridos leitores estejam bem e apreciem a leitura.

Mapa da Inglaterra indicando a localização de Bristol

Antes de mais nada, sei que muitos que lêem o blog vão perguntar, porquê Bristol e não Londres? Bom dessa vez optamos por Bristol primeiro porque Londres é uma cidade grande e cheia de atrações o que não aproveitar em apenas 2 dias, segundo que só podemos viajar nos finais de semana e terceiro que o fator preço/disponibilidade não encaixou. Enfim, valeu a pena e apesar de não ter o glamour de Londres, especialmente Bath tem o seu charme.

A nossa viagem começou no sabado pela manha saindo de Dublin as 6h35 da manha e mais ou menos em 30 minutos já estavámos em Bristol.Do aeroporto até o centro leva cerca de mais 25-30 minutos e o preço é 10 pounds ida e volta por pessoa. O ônibus para na estação Temple Meads (estação de trem) e como ponto final na Coach Station ( rodoviária ). E como saco vazio não para de pé fomos apreciar um café da manha inglês.

Linguiça, Bacon, Tomate, Ovo frito, Pudding e Feijão doce, Vai encarar?

Clifton Suspension Bridge

Bristol é uma cidade no sudoeste da Inglaterra com aprox. 550 mil habitantes e um de seus cartões de visita é a Clifton Suspension Bridge que traduzindo para um bom português significa Ponte Pênsil de Clifton, ela foi construída em 1864, ou seja, há 146 anos atrás e liga Bristol a Leigh Woods em North Sommerset, há um pedágio para carros somente de 0,50 centavos de pound. Ela se estende sobre o desfiladeiro de Avon. Atravessando a ponte para o lado de Leigh Woods há um Centro de visitantes onde há fotos dos projetos que não foram sucedidos e dos 5 finalistas na escola do formato da ponte, há também alguns souvenirs e um livro para assinar com visitantes do mundo tudo. Um fato interessante é que ela também é conhecida como ponte do suicídio, devido ao alto número de pessoas que se suicidaram. Entre 1974 e 1993 foram 127.

Saindo da rodoviária até esta ponte nossa caminhada levou por volta de 35-40 minutos mas valeu a pena pelo que vimos e pelas fotos também! No caminho passamos pela Universidade de Bristol como podem ver nas fotos abaixo.

Universidade de Bristol

Universidade de Bristol

Universidade de Bristol - Museu de Arte

Passamos também pela Victoria Rooms, também conhecido como Vic Rooms, atualmente usado como departamento de música da Universidade de Bristol. Construída entre 1832 e 1842 revivendo o estilo grego, foi batizada com este nome em homenagem a rainha Victoria que tinha acabado de assumir o trono.Uma estátua de bronze situaa-se na frente do local em homenagem a Edward VII e foi erigida em 1912. O local contém um auditório com capacidade para 665 pessoas, salas para recitais, ensaios e estúdio para gravações.

Universidade de Bristol - Victoria Rooms

Em nossa andança por Bristol, não deixamos de notar que há muitas igrejas e todas elas sempre muito bonitas, herança deixada pelo catolicismo na Inglaterra e que embeleza muitas cidades européias. Já que uma imagem vale mais do que mil palavras…

Igreja São Pedro e São Paulo

Bom, após termos visitado a ponte e passado em frente a diversas igrejas que por muitas vezes encontramos por acaso nos encaminhamos pro centro novamente e haja perna! Paramos em um pub para almoçarmos e depois continuarmos nossa jornada e esse post vai ficando por aqui também para que a leitura não se torne cansativa. Aguardem a parte II e talvez a III dessa nossa aventura e espero que gostem, abaixo mais algumas fotos para vocês. Abraços a todos.

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