Just another Brazilian Student in Ireland

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Escócia – Part III – Edimburgo

Bom dia pessoal, cá estou novamente para contar o restante da nossa aventura pela Escócia, que eu dividi em 4 partes, para que a leitura não se tornasse cansativa demais e também para que eu pudesse lembrar de todos os detalhes.  Se você ainda não leu a Part I e Part II pode fazer clicando nos links.

Após pegarmos o trem na estação Queen Street em Glasgow desembarcamos em Edimburgo por volta das 20h30 da noite e logo que se chega na cidade a primeira boa impressão é o castelo que fica no topo de um vulcão “adormecido”. A linha de trem passa bem embaixo então é só olhar para cima um pouco antes da estação final, e com certeza é uma vista deslumbrante.A caminhada até o hostel não demorou muito, por volta de 10 minutos, fomos direto pra lá uma vez que estávamos cansados e precisando de um banho, sem contar o frio e a chuvinha fina que incomodava. Ficamos no hostel Caledonian Backpackers, por volta de 15 libras por pessoa com café da manha incluído. É uma boa opção para quem quer economizar. Após uma merecida noite de sono, café da manhã tomado é hora de deixar o hostel e ir se aventurar em Edimburgo, acordamos cedo para podermos dar uma volta antes de nos juntarmos a ” Walking Free Tour” que acontece todo dia , acredito eu, e como o nome diz é FREE.

Logo após deixarmos o hostel fomos em direção ao castelo, fizemos algumas fotos em frente à igreja St. John Episcopal Church e seguimos em direção ao castelo, passamos por um típico cidadão escocês e continuamos nossa caminhada, e sempre boquiabertos com a grandiosidade e imponência do castelo. Segue algumas fotos para vocês terem uma idéia.

St John Episcopal Church

 

Castelo de Edimburgo

 

Edinburgh's Castle

Ok, talvez pelas fotos não seja tão bonito assim como eu falei, eu não sou um bom fotográfo, mas seguindo rumo ao topo do castelo, chegamos a Royal Mile, que é a rua que dá acesso ao castelo, que custa 15 libras por pessoas para entrar, nós como turistas ralé que somos só passamos em frente, como o nosso guia disse, os escoceses são muito criativos com nome de ruas, então Royal Mile tem esse nome porque é a distância entre o castelo e o parlamento – Uma milha real. Decidimos por entrar em um lugar que aparentava ser uma loja de souvenirs, mas que na verdade além disso era uma tecelagem, o caro e cobiçado Cashmere (Casimira é um termo genérico para alguns tecidos de lã, ou lã e poliéster, e que usam ligamento em sarja, possuindo trama fechada e sendo geralmente usados na confecção de ternos, saias, tailleurs etc., Fonte: wikipédia). Confiram as fotos à seguir:

Continuando pela Royal Mile, encontramos uma Whiskeria, imperdoável se não entrassemos nesse local no país do Whiskey.Garrafas de Black Label a 16 pounds. Eu que não sou conhecedor de whiskeys pouco posso falar sobre o assunto, mas levamos algumas mini-garrafas para não passar em branco é claro.

Black Label

 

Whiskeys!!

Seguindo pela Royal Mile, eis que nos deparamos com essa igreja belíssima, e é claro não podia faltar uma foto né:

O sol decidiu aparecer no final da tarde

Descendo mais um pouco pela Royal Mile, entrando em várias lojas, comparando preços, admirando as antigas construções, tudo é de encher os olhos e com certeza muito bonito e muita história, quase nos atrasamos para o Tour. Eis que fomos ao ponto de encontro dos turistas para seguir com o Tour, nosso guia foi o Troy, um australiano que veio visitar Edimburgo em 2009 e desde então se apaixonou pela cidade e adotou como seu novo lar.Havia o tour com um guia que fala espanhol, mas optamos pelo inglês, afinal esta é a razão de estarmos aqui, não é mesmo?

Bom pessoal, em um próximo post continuo e se possível acabo de contar toda a nossa aventura por Edimburgo e pela escócia, vou contar também o que Edimburgo tem a ver com Harry Potter e também a história do Bobby.Segue então mais algumas fotos, abraços e até a próxima.

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Escócia – Part II Glasgow

Olá pessoal, continuando a saga pelas cidades escocesas de Glasgow e Edimburgo, hoje vou continuar contando como foi o nosso passeio após o almoço, tendo experimentado “haggis” e o famoso refrigerante Irn Bru. Se você não leu ainda a parte I pode fazê-la clicando aqui.

Shopping John Lewis

Então continuando nossa caminhada nos dirigimos até um shopping chamado John Lewis, onde também fica a “The Glasgow Royal Concert Hall”, olha uma loja aqui outra acolá, ir acompanhado de uma mulher é sempre um desafio de paciência nesse momento, mas até que a patroa cooperou e seguimos caminho em direção à “High Kirk of Glasgow” ou catedral de Glasgow, uma igreja muito bonita e que por sinal está em reforma, atrás da igreja fica Necropólis, ou cidade dos mortos, do lado esquerdo fica o “St Mungo Museum of Art and Religious Life” e do lado direito Royal Infirmary como vocês vão poder notar nas fotos a seguir.

Royal Infirmary

High Kirk of Glasgow - Catedral de Glasgow

 

St Mungo Museum of Art and Religious Life

Necropolis

Curioso que somos decidimos entrar no museu, na verdade só entramos mesmo porque era gratuito e também porque podia usar o banheiro, hahaha, brincadeirinha. O museu tem diversas artefatos, cartazes, relíquias mesmo por assim dizer contando um pouco sobre as mais diversas crenças e costumes dos povos em que nelas acreditam. Aqueles que passarem por Glasgow podem conferir e não toma muito tempo, 30 minutos é suficiente para cobrir todo o museu e no final pode contribuir com dois dólares, um pound ou dois euros. Segue abaixo algumas fotos que fiz por lá:

Saindo do museu, tive de convencer a Ivana a ir comigo na “cidade dos mortos”, apesar da relutância da parte dela fomos mesmo assim, afinal eu mando ou não? Vocês devem estar se perguntando o que fazer em um cemitério, mas sem sombra de dúvidas foi muito interessante ver lápides de pessoas que foram dessa para uma melhor há 350 anos atras !! E tudo muito conservado, ok alguns nem tanto, sem contar no tamanho, tudo muito diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil. O legal é que o cemitério fica em uma região alta da cidade então é possível ver a catedral por completo além de ter uma vista parcial de outra parte da cidade.

Depois disso,  como já estávamos cansados de tanto andar e também precisávamos verificar horários de ônibus/trem para Edimburgo pois haviamos feito uma reserva por lá, seguimos em direção à estação central novamente. Um fato curioso é que achamos diversas moedas pelo chão, moedas de 1,2,5 e 10 cents. O que já foi útil pois a cada vez que precisávamos usar o banheiro na estação de trem tinhamos de pagar 30 centavos de pound. Optamos por ir de trem para Edimburgo pois tinhamos desconto, foi só apresentar o boarding pass ( ticket do avião) e pagamos metade do preço. A viagem até Edimburgo demora em média 40 minutos e é bem confortável, o trem sai da estação Queen Street em Glasgow e custa por volta de 3,30 pound por pessoa com desconto.

Mais fotos de Glasgow :

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Em um próximo post conto como foi a experiência em Edimburgo e mostro o restante das fotos da nossa viagem, é isso aí pessoal , um abraço e até mais.

 


Escócia – Part I – Glasgow

Olá pessoal leitor do vidalemdublin! Como estão vocês? Espero que bem ! Pois bem deixei o blog sem atualizar por alguns dias por um bom motivo, não não ainda não é emprego, mas sim pela viagem que eu e a Ivana fizemos à Escócia. Decidi por dividir em duas ou mais partes para que não fique uma leitura cansativa e também para eu poder organizar minha idéias.

Então nesse último domingo dia 5 e segunda dia 6 de junho, estivemos na Escócia visitando as cidades de Glasgow e Edimburgo, já esperávamos muito de Edimburgo principalmente, e realmente é inexplicável, e Glasgow não ficou atrás. Vale muito à pena, queria que todos vocês tivessem a mesma oportunidade que tive.

Desde maio passado já haviamos comprado as passagens para Glasgow-Prestwick na Escócia pela Ryaiair, que é uma companhia aérea irlandesa que opera vôos de baixo custo ( LEIA-SE BARATO PRA CHUCHU)  entre várias cidades européias. Quando eu digo barato, é porque você paga 10 euros por destino, ida e volta 20 euros,  por pessoa ! Mas nem tudo é perfeito, normalmente a Ryanair te deixa em aeroportos mais afastados das principais cidade, mas nada que estrague o seu passeio. Sinceramente não sei como eles conseguem manter os custos operacionais e ainda obter lucro, mas se eles conseguem, tá aí o exemplo. Tudo bem que o check-in é feito online, bagagem somente de mão e nada de serviço de bordo. Qualquer solicitação extra é cobrado. Os comissários de bordo passam a todo momento no vôo oferecendo desde água, café, cigarro, produtos de beleza e bilhete da loteria, mas pelo preço vale a pena e o importante é chegar são e salvo, não é mesmo?

Outra coisa que fizemos e que recomendamos é deixar reservado algum hostel/hotel para que a “preocupação” seja apenas apreciar o passeio, os pontos turísticos e a beleza do lugar. Nós optamos pelo Caledonian Backpackers, sugerido por amigos que já se hospedaram e não nos arrependemos. Mas depois eu comento um pouco mais sobre isso, afinal foi em Edimburgo.

A viagem:  Glasgow fica a menos de 400 km de Dublin então o vôo é bem rápido, sinceramente acho que gasta-se mais tempo com carimbo em passaporte, checagem de bagagens e embarque de passageiros do que com o vôo em si, rs ! Brincadeiras à parte, ou não, chegamos à Escócia pelo aeroporto Internacional de Glasgow, que apesar do nome Internacional, é pequeno e fica a 51 km de Glasgow, como eu disse, Nem tudo é perfeito. Mas o aeroporto é servido por trens e ônibus e para nossa alegria com o ticket do avião a gente pagou só meia passagem para ir até Glasgow, então ficou 7.50 pounds para nós dois. Viajar de trem é muito bom, uma pena que no Brasil não houve investimento na continuidade da malha ferroviária.

Aeroporto de Prestwick

Scottish Rail - Trem escôces

Estação de trem no interior da Escócia - Troon

Bilhete de trem

Chegamos na estação Glasgow Central, e logo que saímos de lá já nos deparamos com a arquitetura indescritível da estação ferroviária que foi fundada em 1879 e é a segunda mais movimentada perdendo apenas pra Londres. Fonte: wikipedia.

Ivana na estação de trem Glasgow Central

Estação de trem em Glasgow

Ivana em frente a estação Glasgow Central

Ficamos logo abobados com os prédios, sempre muito detalhados, alguns mais recentes outros mais antigos mas de alguma forma todos parecendo ter alguma história por contar. Reis, rainhas, batalhas, guerras, conquistas ou talvez apenas mais uma obra ,ahn, acho que não! Depois de alguns passos sem rumo encontramos um mapa(placa) e logo definimos alguns lugares a conhecer. Fomos em direção a George Square, em homenagem à George III e palco de shows, eventos, manifestações, paradas, encontros políticos e celebrações.

Arquitetura dos prédios em Glasgow

Arquitetura dos prédios em Glasgow

Após mais algumas fotos fomos abordados por um dos guias turísticos do Glasgow City Tour, um ônibus que double-decker( dois andares ) que leva os turistas aos pontos turísticos mais visitados da cidade com um guia contando um pouco de cada lugar. Como não tinhamos noção de quais lugares visitar e pelo fato de querermos ter uma idéia da cidade optamos por pegar este ônibus. São 9 libras por cabeça e você tem direito a pegar o ônibus quantas vezes quiser, o ticket é válido por 4 dias, mas sinceramente se eu tivesse ido para ficar 4 dias com certeza não teria feito esta opção. Os principais pontos turísticos de Glasgow ficam em um raio de 20-25 minutos andando, com exceção da zona leste da cidade que talvez demore um pouco mais. Enfim, pode ou não valer a pena dependendo do tempo que você possui, grana, vontade, etc.

George Square - Glasgow

Glasgow City Tour Bus ( No ônibus turístico)

Uma vez no ônibus aproveitamos para tirar mais algumas fotos e contemplar a beleza do local, passamos pelo Gallery of Modern Art( Galeria de arte moderna) , Glasgow Cathedral, St Mungo Museum of Religious Life and Art( St Mungo Museu de Arte e Vida Religiosa), Glasgow Necropolis ( Cidade dos Mortos), Merchant Square, Glasgow Science Centre, Clyde Arc ( uma ponte na forma de um arco que passa sobre o rio  Clyde), Scottish Exhibition and Conference Centre ( parecido com o Opera House de Sydney – Australia, só não diga isso para um australiano), Riverside Museum, Botanic Gardens( Jardim Botânico), KelvingGrove Art Gallery & Museum outras ruas com prédios da arquitetura local que em sua maioria é estilo victorian, o que vocês vão notar nas fotos que seguem abaixo.

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O famoso prato escôces "haggis" acompanhados de neeps and tatties

Depois do tour pela cidade, era hora de comer alguma coisa e já era por volta de 2 horas da tarde e o nosso estômago já estava roncando, sendo assim, uma vez na Escócia se faz necessário provar o prato típico que é chamado “haggis”  e consiste das víscera da ovelha, entre outros, coração, pulmão, figado todos muito bem cozidos e temperados com cebola,pimenta, sal, banha, suco de limão e grãos de aveia tostado, dentro do estômago da própria ovelha.Depois faz pequenas os grandes bolas de “haggis” e serve-se frito( acredito eu ), pois como vocês vão repara logo abaixo tem a aparência de um hamburguer. O “haggis” é servido com nipps and tatties(escôces para nabo e batata ), basicamente um purê. A Ivana por sua vez foi mais prudente e optou por macarrão com queijo e tomate que acompanha um pão de alho delicioso por sinal. O prato em si não é ruim, mas também não é algo que eu comeria com deleite. Mas por se tratar de uma ocasião especial, vale à pena. Pra beber pedi uma cerveja Ales e a Ivana pegou o típico refrigerante escocês “Irn Bru”, que pode ser descrita como muito doce e com gosto de tutti-frutti. O mais interessante é que a Escócia é o único ou um dos únicos países em que a coca-cola não é a bebida mais vendida( não alcóolica é claro ), Irn Bru está em primeiro lugar no gosto dos escoceses.

Ivana tomando sua "Irn Bru"

Yay!

Bom pessoal essa foi a primeira parte da nossa aventura por terras escocesas, amanha serei mais breve e colocarei mais fotos com o restante do nosso passeio por Glasgow. Espero que gostem, e comentem também ! Abraços a todos e até a próxima.