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Entrevista – Marcos da Silva

Olá pessoal, como vocês estão? Hoje venho aqui novamente para publicar uma entrevista na integra com o meu amigo Marcos da Silva, que estará retornando ao Brasil amanhã, ele trabalhou comigo na empresa Spring Grove por pouco mais de 3 meses e apesar do pouco tempo que convivemos juntos podemos compartilhar diversos momentos engraçados e fazer uma amizade que espero eu continue enquanto ele estiver no Brasil. Fica o meu boa sorte e sucesso a ele.

Ficha Técnica

Nome: Marcos da Silva

Idade: 38 anos

Naturalidade: São Paulo-SP

Na Irlanda há … 2 anos

Profissão:General Operative (último emprego na Irlanda)

Em primeiro lugar conte para nós como surgiu a idéia de viver na Irlanda?

R= “Eu não tinha ideia nenhuma de vir para cá, o sonho inicial era ir pro Canadá.rsrsrs! Era e sempre foi. Mas como não deu certo. Então eu saí da empresa em que eu trabalhava no Brasil em dezembro, e pensei, é agora ou nunca ! Era a hora de morar fora do país. Decidi vir para a Irlanda pela agência de intercâmbio e quando ela me falou sobre Irlanda, eu não tinha conhecimento algum do país, só sabia que era um país verde e a cerveja Guinness.30 dias depois cá aterrissei aqui”.

Como foi a adaptação?

R= Primeiro você chega não acreditando que não é mais um sonho, que o sonho virou realidade e pensa, “O que eu estou fazendo aqui !?” Você abre mão do seu conforto, família e amigos para estar em um lugar em que você não domina o idioma, não conhece ninguém, mas o sonho falou mais alto! (momento de reflexão).E a adaptação veio com o tempo, você um aqui outro acolá, uns tem mais facilidade, outros te ajudam, e assim por diante.

Qual foram as escolas que você já estudou durante todo este tempo?

R= Estudei  na DSE ( Dublin School of English) no primeiro ano em que estive aqui e no segundo na Eddie Collins.

O que você mais gosta e o que você odeia da ou na Irlanda?

R= Como sou de São Paulo, considero aqui um lugar pequeno, um interior pra mim! rs! Por não ter tráfico, trânsito e/ou a violência que há em São Paulo, são as coisas que gosto daqui. Pô, difícil falar do que não gosto, acho que as acomodações, o custo da moradia aqui é muito alto.

Falando em trabalho, comente um pouco sobre os trabalhos que realizou aqui, como foi essa experiência?

R= Meu primeiro emprego foi em uma empresa vendendo alarmes para residência, batendo de porta em porta, fiquei por uma ou duas semanas no máximo, depois trabalhei na UPC que é uma empresa que provém internet aqui na Irlanda, fiquei por 2 meses e o trampo era oferecer planos de internet, tv e telefone, batendo de porta em porta, após esse trabalho fiquei na Sky, por 6 meses, fazendo o mesmo tipo de serviço. Não ganhei dinheiro mas me ajudou pra caramba no inglês, pois o sotaque daqui é muito complicado no começo. E por fim trabalhei na Spring Grove, que é a empresa que o Vinicius também trabalha e que vocês podem ler mais aqui.

Nestes quase 2 anos por aqui conte algum fato curioso ou engraçado que te marcou.

R= “Acho que as pessoas que conheci de diferentes nacionalidade e costumes diferentes, desde um indiano que é casado com uma letôniana e tem um filho “irish”( irlandês) até mesmo um argentino que parece ser mais brasileiro do que , aparentemente falando, fala português de Portugal por ter uma mãe angolana, pai espanhol e ter nascido na terra do hermanos. É uma diversidade cultural, muito loko”.

Qual o recado que você deixa para quem está querendo vir fazer um intercâmbio seja na Irlanda ou em qualquer outro lugar do mundo?

R= Realizar um sonho vale cada centavo e cada saudade.Não enterre seus sonhos. ” Eu vim focado no aprendizado do inglês e o mesmo ficou pequeno perto do aprendizado e experiência de vida adquirida neste tempo aqui. Estou voltando para casa querendo voltar para minha outra casa, que é aqui hoje!! “


Home Sweet Home

Olá pessoal, como vocês estão? Espero que bem. Bom hoje gostaria de falar um pouco sobre o local que vivo e das pessoas com quem vivo. Mas antes de tudo permitam-me começar do começo, rs ! Quando cheguei na Irlanda no dia 5 de abril há quase dois meses, minha grande preocupação era onde morar antes de tudo, primeiro porque conviver com pessoas que você conhece, seja pai, mãe, irmãos, avôs, avós em geral já é uma tarefa complicada, então imagine morar com estranhos, pessoas que você jamais teve algum contato antes e de repente elas irão fazer parte da sua vida por um mês, um ano… e adicione a isso hábitos totalmente diferentes do quais você está habituado e para ajudar na comunicação uma língua diferente da sua, afinal você está na Irlanda para aprender inglês não é mesmo?

Pois então, no começo quando cheguei precisava encontrar um lugar o mais rápido possível, primeiro para poder regularizar minha documentação e por fim para que nos tranquilizássemos quanto à moradia, conforto, etc. Utilizando-me do daft.ie ( site dedicado a pesquisa de imóveis, acredito que o mais popular na Irlanda) começamos a busca, visitamos 3 ou 4 lugares em Dublin, um muito pequeno, sem guarda-roupa e o preço não era tão atraente, o único ponto a favor era a localização, um outro que visitamos era em local não muito bem visto em Dublin o qual prefiro não citar e para complementar o quarto era no porão da casa, era um quarto amplo e com suite porém o preço era salgado. E quando você só tem duas semanas para encontrar um lugar não dá para ter muita frescura. Estávamos na casa de amigos em Bray e começamos a procurar no daft.ie novamente e eis que havia um quarto por 300 euros em uma rua bem localizada de Bray. Eu liguei e fomos visitar no mesmo dia ! Agora vou abrir um parenteses para explicar algumas coisas:

Aqui na Irlanda é muito comum entre estudantes, ou estrangeiros dividirem uma casa que é chamado de Sharing.Ultimamente com a crise alguns irish tem cedidos quartos de suas casas para aumentar o orçamento $$$.

Letting é quando você aluga a casa e fica incumbido de colocar outras pessoas, ou não, depende de você , se você tem bala na agulha. Os preços variam entre 750 até…

Os tipos de quarto geralmente são:

Single-room – quarto para solteiro;

Twin-room – um quarto com duas camas de solteiro.

Double-room – quarto para casais, pode ser com suite ou não, e o preço aumenta também.

Shared-room – quarto com duas ou mais camas, esse é o mais comum e também a opção mais barato.

OBS: Imagens meramente ilustrativas.

Algo interessante aqui na Irlanda é que as casas em sua maioria são todas mobiliadas, acho que é dificíl de encontrar uma casa que não é. Aqui não se paga pela água, mas paga-se pela eletricidade a cada 2 meses e gás, este último usado com mais intensidade no inverno devido as baixas temperaturas, outra coisa difícil de se acostumar são as torneiras, ou são muito quentes ou muito frias.Em alguns lugares amigos nossos pagam pelo aluguel e eletricidade, gás e internet já são inclusos no valor.

Mas voltando assunto, visitamos a casa, conversamos com os donos da casa e apesar de termos gostado sempre fica aquela pulga atrás da orelha e então optamos por responder em dois ou três dias. Eis que na quarta-feira decidimos fechar com eles.

Vamos lá, nossos “housemates” são do Zimbábue!!! Isso mesmo, aqui na Irlanda tem pessoas do mundo todo e essa diversidade cultural é muito legal. Não posso afirmar mas no Zimbábue acho que o inglês é uma das línguas oficiais e a língua falada por eles é Shona. Moramos com um casal, a Hellen e o Canford – ‘Can’ e o irmão do Can cujo nome é Paddy. Eles são fanáticos pelo Manchester United e também por carne. Um fato curioso é que eles comem com as mãos e toda noite é obrigação da mulher trazer um pote com água para que ele lave as mãos antes de comer e após a refeição.Em suma é uma experiência única e interessante.

Sadza – o arroz com feijão dos zimbábuanos.

Conviver não é uma tarefa fácil e para poder curtir a experiência do intercâmbio é necessário se abster de muitas coisas, engolir alguns sapos algumas vezes e por outras se acostumar com a falta de privacidade, mas no final das contas é um aprendizado e sempre vale a pena. As vezes o problema são os outros, as vezes é você, as vezes nenhum dos dois, então tudo é uma questão de aprender a conviver e encontrar o lugar no qual se encaixa.

Então é isso pessoal, acima algumas fotos do nosso lar aqui na Irlanda até o momento ! Não importa se é grande ou pequena o importante é ter um lugar para chamar de lar. Abraços e até a próxima.