Just another Brazilian Student in Ireland

Arquivo para setembro, 2012

Grecia – Zakynthos – Aventurando-se pela ilha

Ola pessoas, tudo bem com voces? Espero que sim ! Bom aqui em Dublin estamos na velha rotina de sempre, casa-trabalho-casa, final de semana um cineminha aqui, acolá e de vez em quando um almoço ou janta entre amigos. O tempo não contribui muito mesmo no verão, que alias já esta se despedindo e dando lugar ao outono, já começa a se tornar visível a queda das folhas das arvores e os dias estao ficando mais curtos !!! Vamos ver o que vai acontecer nesse próximo inverno, mas nos já vamos ter fugido daqui… rsrsrs!

Quads – ou quadriciclos, basta acelerar e frear

Enfim, continuando a contar sobre nosso passeio pela ilha grega de Zakynthos, nos nossos dias restantes de passeio, ou seja, quarta, quinta e sexta decidimos alugar um carro. A Ivana, nossa única motorista com carteira não havia trazido sua carteira internacional de habilitação, havia deixado em Dublin, entre idas e vindas eis que decidimos alugar os “quads”, quadriciclos e fomos explorar a ilha. Ai vocês me perguntam, mas e quem dirigiu? Então, as coisas por la sao bem sossegadas, não tem fiscalização e acho que pelo bem do turismo também os policiais pouco atuam ou autuam, me perdoem o trocadilho, rs ! Eu e meu flatmate pegamos as motocas envenenadas, botamos as prendas na garupa e saímos sem destino, rsrs. Mentira, na verdade a Ivana começou dirigindo, mas ela andou menos de 500 metros e subiu em cima da calcada quase nos “matou”, eu que não sou louco, tratei de aprender ali na hora mesmo e assumi a direção, afinal e só acelerar e frear, sem marchas, muito simples. O aluguel ficou 60 euros se não estou enganado, pelos 3 dias e o dono da local onde alugamos as quads colocou as duas no nome da Ivana, afinal era a única que possuía habilitação, no final ele ainda ficou impressionado que queríamos os capacetes.

E assim sendo, os destemidos viajantes que mais pareciam estar andando em um velotrol motorizado seguiram em direção as praias do sul da ilha, sudeste para ser mais exato.Para não dizer que fomos sem destino, no dia anterior havíamos ido ao pub e levado o laptop e pesquisado as praias mais interessantes para podermos fazer nossas paradas, entrar na água, nos refrescarmos e bater fotos, como sempre 1001 poses diferentes para agradar as patroas.

Não vou me recordar o nome dessa praia, foi mais para fazermos um lanche e seguirmos adiante, mesmo assim valeu a parada.

Nossa primeira parada foi em uma praia meio que deserta, fizemos um lanche por la e seguimos em direção a praia conhecida como Banana Beach, uma grande extensão de areia, no começo algumas pedrinhas mas depois somente areia e a possibilidade de caminhar mar adentro por um bom pedaço, muitos jovens nessa praia e praticantes de esportes aquáticos, jet-skis, banana-boats, barcos, etc.

Banana Beach – areia que torrava os pés

O próximo destino foi a praia chamada St. Nicholas Beach, uma das praias que mais gostamos, muito bonita, uma faixa de areia menor, porem pessoal praticando uma especie de badmington na areia ou raquetebol ou seja lá o que for, som rolando, águas cristalinas como sempre, uma cenário um pouco diferente, já algumas montanhas o que deixava ainda tudo mais bonito.

St. Nicholas Beach

Por fim, na quarta feira, chegamos ao ponto extremo da ilha, Gerakas, onde as tartarugas põem seus ovos, local de preservação, uma praia mais deserta e mais procurada por aqueles que querem relaxar e/ou flagrar alguma tartaruga marinha. O agito ficou lá pra trás nas outras praias. E nisso voltamos exaustos, mas realmente feliz com o que vimos. Sem duvida foi uma boa pedida.

Gerakas beach

Na quinta-feira nosso passeio foi um tanto quanto curioso, decidimos conhecer o lado nordeste, norte e noroeste da ilha. Começamos bem cedo e nossa primeira parada foi Alyke-Alykanas, praias de águas azuis, com algumas ondas, o que diferencia um pouco das outras praias nas quais ainda não havia observado nenhuma onda. Praia movimentada, mas também com possibilidade de se caminhar bastante mar adentro com água bem rasa.

Alykes-Alykanas

Cenário de tirar o fôlego!

Continuando nossa aventura, começamos a subir e bota subida nisso, o lado oeste da ilha e formado por penhascos e mais penhascos, praias inacessíveis e paisagens belíssimas, contraste de cores, o azul do céu se confunde com o do mar e o contorno das montanhas verdes ou amarelas devolvem um pouco da noção de realidade aos nossos olhos, ao mesmo tempo que íamos subindo íamos contemplando uma beleza sem tamanho. Um pouco apos o meio-dia chegamos a praia de Xigia, esta que já citei no post anterior que possui propriedade medicinais e tem o tal cheiro de enxofre. Antes porem, fizemos uma boquinha em um restaurante desses caseiros, beira de estrada, ali perdido no meio do nada que ninguém daria um vintém, ledo engano. O local estava praticamente vazio, escolhemos as mesas, as meninas pegaram as famosas greek salads ( saladas gregas que contem, alface, tomate, azeitonas pretas, queijo feta e pimentão) , eu escolhi um frango a moda da casa, muito bem temperado, muito bom, no final ainda recebemos uma melancia cortadinha e gelada como tinha de ser, comemos ate explodir por um preço bem generoso, não ficou mais do que 10 euros por pessoa contando com as bebidas.Mas voltando a praia, o local e totalmente íngreme, as motocas deixamos no topo do abismo, haha e depois descemos e descemos e foi onde fizemos essa foto.

Xigia beach

Xigia Beach – essa parte da praia só tinha como acessar nadando ou de barco

Mas ainda não havíamos chegado, ha uma escadaria enorme de onde se da acesso a praia. Totalmente constituída de pedras, mas uma visão muito bonita, uma estreita faixa de areia, algumas cadeira com guarda-sol para locação, eu diria que mais do que 40 pessoas e o suficiente para deixar o local lotado. Diferentemente das outras praias não tem como ir mar adentro se você não sabe nadar, a praia em si é acessível , o lado sul, mas o lado norte somente alugando um barco ou ir nadando ate la. O legal e levar um óculos de mergulho e observar a fauna marinha visto que a água e quase transparente.

Na beira do penhasco

Opa, será que coloquei o foco no lugar errado?!

Passado um tempo, fotos, uma boa refrescada na água, continuamos nossa jornada subindo mais adiante com destino a praia de Navaggio ou Shipwreck, aquela que comentei com vocês de onde só é possível chegar de barco ou helicóptero, mas dessa vez estávamos indo a parte de cima para tirar fotos. Sem duvida e a parte mais alta da ilha, a altitude ultrapassa os 200 metros e o caminho  ate faz trancar os ouvidos, de um lado o oceano, do outro um paredão enorme. Mas valeu a pena, a vista e fantástica e fascinante, não tínhamos noção de que havíamos estado em um local tão bonito apenas 2 dias atrás. A água de um azul impressionante parece tinta e tudo parece que foi minuciosamente arquitetado ( ficou estranho isso que eu disse neh?) . A principio estávamos receosos de ir ao pé do morro para poder fazer as melhores fotos, afinal o caminho havia sido bloqueado, mas apos escutar de outros turistas que o local era seguro, eis que decidimos ir, e com certeza teríamos nos arrependido se não tivéssemos! Muito mato, pedra e terra mas desde que nao se aproxime demais não há perigo, da para fazer as fotos de cartão postal.

Jogaram tinta azul na água não é não?!!

Nesse local havia um estacionamento para deixarmos as motocas e um rapaz vendendo bebidas e doces típicos. Refleti por um momento e pensei na minha vida, de turista, aproveitando ao máximo aquele momento e ao mesmo tempo na vida daquele rapaz que durante uma parte do ano trabalha arduamente produzindo todas aquelas bebidas para tentar vende-las na alta temporada e ajudar sua família pelo que ele me contou, mas mesmo assim alegre, tentando rasgar seu inglês e vender uma aqui outra acolá, e o preço ? Míseros 2,50 por uma garrafa de 500 ml, um vinho parecido com quentão, mas que leva outros ingrediente, muito boa por sinal.

O tal do porto Vromi

Mas esse dia também foi o de maior stress, afinal ao invés de irmos embora, decidimos nos dirigir a Porto Vromi, não sei por que diabos eu achei que havia algo lá, apenas um porto! O caminho era sinuoso, curvas de dar inveja a Serra do Mar, ou o trecho entre Vacaria e Caxias do Sul no RS, montanhas, montanhas e mais montanhas para chegar a lugar nenhum, apenas um porto, dia já escurecendo e a minha motoca ficou sem freio, haaaaaaaaaaaa ! Isso mesmo, o disco do freio esquentou de mais em toda aquela serra e  fiquei sem o freio, apenas o freio de mão. Levou um tempo ate convencer a Ivana a subir na motoca e irmos morro acima, la não funcionava telefone e estávamos a 40 km praticamente da nossa praia e para ajudar estava escurecendo e a outra motoca não estava com as lanternas funcionando, hahaha. Conseguimos ir, aos trancos e barrancos, chegou uma hora que a motoca começou a morrer e só o meu flatmate para conseguir ligá-la, e assim fomos ate que uma hora não funcionou mais. O que fizemos? Paramos, afinal já estávamos próximo, cerca de 5 km e isso já eram quase 10h30 da noite, afinal havíamos saído de la as 8hrs.

Peguei a motoca que estava funcionando, exceto pelas luzes, e fui, seguindo as placas, sem luz, apenas me guando pela faixa que dividia a pista, eu motorista de primeira viagem, mas consegui, cheguei são e salvo e fui pedir resgate que no final das contas foi desnecessário, enquanto eu ia em minha missão solitária, Ivana, Sabrina e Myron tentaram, tentaram ate que fizeram funcioná-la novamente, como? A motoca só ligava quando pisava no freio, então vieram os 3, pisando no freio ( que não funcionava ), apertados e no final deu tudo certo, mas que foi um final de dia trágico, isso foi !

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Acho que já escrevi demais, não queria, mas vou fazer um capitulo final, contando como foi a sexta-feira, onde alugamos ate um barco, me caguei de medo, com o perdão da palavra, hahaha,o lado sudoeste da ilha, as praias de Laganas, Marathias e a ilhota de Marathonisi que fomos de barco, as ultimas impressões e a saudade que aquele local deixou ! Abraços a todos e tenham uma ótima semana.

Fiquem com as fotos!

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